quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

AMO AS MULHERES QUE CANTAM- IX


UM TRIBUTO Á NARA LEÃO

Fernanda Takai, é uma destas gratas surpresas que a musica brasileira nos reserva. No inicio tinha a impressão que ela era uma versão mais light de Rita Lee dos tempos Mutantes e que o Pato Fú sua versão Trash da melhor banda de Rock de todos os tempos deste País. Depois pude constatar meu erro, e visualizei de que se trata de uma cantora buscando originalidade no espaço quase que masculinizado do Rock.

Fernanda não canta fazendo guturais, nem expressões corporais sensuais ou inusitadas. Sua voz grave, soa para quem não há conhece, como uma diva da Bossa Nova ou da canção romântica. No palco Fernanda, parece uma menininha de colégio interno, tímida e retraída. Mas sua voz e sua presença física, nos faz deleitar e emocionar.

Neste disco, intitulado Onde Brilham os Olhos Seus, ela presta uma homenagem a uma outra cantora, com quase todos os seus atributos físicos. Nara Leão, a musa da Bossa Nova, dama da Tropicália e uma das maiores cantoras do mundo é retratada não só no repertório, todo de canções gravadas pela carioca, mas também no jeito e forma de Fernanda cantar. Lembra o jeito macio e baixo de Nara interpretar. A diferença esta nos arranjos. Bem Pato Fu. Alias o disco produzido por John, marido de Fernanda Takai e integrante da banda Mineira.

As canções vão desde, Zé Kéti, passando Caetano Veloso, Tom Zé, Chico Buarque, até Ernesto Nazareth, Vinicius de Moraes e Ary Barroso.

Um grande disco, de musicas de uma grande dama da MPB, interpretado por uma lady do Rock In Rool.

O DISCO: ONDE BRILHAM OS OLHOS SEUS

"Diz que Fui por Aí" (Zé Ketti/Hortênsio Rocha)
"Lindonéia" (Caetano Veloso)
"Com Açúcar, com Afeto" (Chico Buarque)
"Luz Negra" (Nelson Cavaquinho/Amâncio Cardoso)
"Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos" (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
"Insensatez" (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
"Odeon" (Ernesto Nazareth/Vinicius de Moraes)
"Seja o Meu Céu" (Robertinho de Recife/Capinam)
"Estrada do Sol" (Tom Jobim/Dolores Duran)
"Trevo de Quatro Folhas" (versão: Nilo Sérgio; música: Mort Dixon/H. Woods)
"Descansa Coração" (versão: Nelson Motta; música: Vitor Young/Ned Washington)
"Canta, Maria" (Ary Barroso)
"Ta-hi" (Joubert de Carvalho)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

MULHERES DE ATENAS


O Universo Feminino, sempre esteve e esta presente nas obras de Chico Buarque de Holanda. A poesia utilizada, para traçar o perfil das mulheres e expor seu ponto de vista é extremamente lindo. Quem já não ouviu e não se emocionou, com Rita, Carolina, Gota D’Água, Atrás da Porta, Valsinha e tantas outras. Chico bebe da fonte da poesia grega, européia e essencialmente a Brasileira, para homenagear e poetizar sobre este universo. Sua experiência pessoal, deve ser um dos motivos. È pai de três meninas.

Mulheres de Atenas, canção feita para espetáculo teatral homônimo do amigo Augusto Boal, viaja na Grécia, dos Guerreiros e conquistadores de terras e mares. Centra sua Historia, no papel da mulher, na Grécia antiga. Acusada de machista, para mim a letra é alem de tudo, um passeio Histórico e ao mesmo tempo de reflexão, sobre a condição da mulher nos tempos atuais.

Mulheres é a faixa dois do premiadíssimo discos Caros Amigos de 1976. Fez muito sucesso, esta parceria com o dramaturgo Augusto Boal.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

SELEÇÃO MUSICAL I


Organizei, dez CDS com musicas Brasileiras. O nome provisório foi MPB. Mas pensando bem, tem de tudo, desde a clássica MPB, até o rock atual do Cachorro Grande. Tem coisas conhecidíssimas, até artistas desconhecidos, como o grupo Pentagrama. Fiz a seleção para presentear, minha amiguinha, Kátia Lora Marchione. A partir deste post, divulgo, os CDS e comentários sobre as canções. Quem quiser para copiar é só dar um toque.

CD I

MEU CARO AMIGO: Canção do disco homônimo de 1976, da parceria de Chico Buarque e Francis Hime. A musica foi dirigida ao dramaturgo, Augusto Boal, á época exilado em Lisboa, em função do Regime Militar. A letra conta para o caro amigo, como as coisas estão por aqui no Brasil da ditadura, da censura e da tortura. Claro em linguagem cifrada, típica de Chico daqueles tempos duros.

ASSIM ASSADO: Musica do primeiro disco dos Secos&Molhados, de 1973, um fenômeno de vendas, com vários hits. Assim Assado é de João Ricardo, o português, principal compositor do excepcional grupo. A canção conta o encontro de um idoso, com um policial, sendo que o primeiro é queimado vivo pelo segundo, por conta de sua cor de pele. Em tempos de ditadura, a linguagem cifrada, denuncia a tortura. O guarda chamado de Belo, talvez seja uma homenagem, ao personagem do desenho da Hanna Barbera, Manda Chuva, onde o policial, persegue o gato manda.

PAULA E BEBETO: Primeira canção de Milton Nascimento em Parceria com Caetano Veloso. Originalmente, ela foi lançada no Disco Minas de 1975. Em minha seleção, ela é do disco, gravado todo em inglês, Journey To Dawn, de 1979. Uma ode a todos os tipos e formas de amar. Uma das mais brilhantes letras da musica brasileira.

UM CERTO ALGUEM: Aprendi a ouvir Lulu Santos, com um amigo, gaúcho, que disse, preste atenção na sonoridade e viaje nas letras, você vai ter uma paz de espírito, nunca sentida em uma canção. Segui o conselho, e me tornei fã, do carioca com cara de Jerry Lewis. Um certo Alguém é de Lulu e do mineiro Ronaldo Bastos, e esta no disco Ritmo do Momento de 1983, o segundo da carreira solo de Lulu Santos.

DE NOITE NA CAMA: Do disco, Temporada de Verão, de 1974, gravado ao vivo da Bahia. O Show e disco, teve a participação de Gilberto Gil e Gal Costa. De Noite na Cama, foi gravada antes em 1971, por Erasmo Carlos, no disco mais psicodélico da carreira do tremendão, o Carlos, Erasmo, Carlos.

CALDERA: Não tenho referencias sobre a História do Grupo Água. Ouvi Caldera pela primeira vez no disco, Geraes de Milton Nascimento, com a participação do Água. Aqui o grupo que canta canções latinas, interpreta Caldera, da gravação do Disco Transparência. A canção foi jingle de campanha do PT ao Governo do Estado de São Paulo em 1982. Ela não tem letra, são guturais. A musica é de um dos integrantes do Água, Nelson Araya.

Califórnia Dreamin’: Canção do grupo de São Francisco, Mamas&Papas, cantada aqui pela cantora de covers, Rosa Maria.

DESESPERAR JAMAIS: O Brasil sempre foi rico em grupos vocais. Na década de 60 até o inicio dos 80, ferviam deles. Só pra citar alguns: MPB4, Quarteto em Cy, Boca Livre e o Viva Voz. Esta gravação neste CD, é com o Viva, que vi pela primeira vez, em um Festival da Globo, em 1980, cantando a linda Clareana com a Joyce. Desesperar é de Ivan Lins e Victor Martins e retrata um pouco o que era viver na Ditadura Militar, durante os anos 70.

FEIRA MODERNA: Uma das primeiras composições de integrantes do Clube da esquina: Beto Guedes, Fernando Brant e Lô Borges. A primeira interpretação foi feita pelo grupo Som Imaginário, formado por vários artistas que gravariam o disco clássico Clube. Aqui é Evinha em um de seus primeiros trabalhos solos, depois, que saiu do grupo de Jovem Guarda, Trio Esperança. Mais uma canção de denuncia, cifrada daqueles tempos duros. A canção foi gravada no disco de Evinha em 1970.

ANGRA: Uma das musicas, desconhecidas do extraordinário João Bosco. Aqui é o inicio da parceria com Aldir Blanc. Angra esta no segundo disco de João, de 1973, que tem Bala com Bala, uma das primeiras que a Elis Regina gravou da dupla. Angra tem uma letra, que fala das praias de Angra dos Reis, mas de forma cifrada, denuncia poluição e morte.

MAIS UMA BOCA: Uma de minhas cantoras favoritas. Refinada no trato da voz, Fátima Guedes, que já teve um post aqui, na serie Amo as Mulheres que cantam, interpretou pela primeira vez, esta lindeza de canção no Festival da Globo de 1980. Mais uma Boca é do disco homônimo de 1980. Elis Regina foi a primeira a gravar Fátima Guedes, no disco Transversal do Tempo, de 1979, a canção Meninas da Cidade.

TELETEMA: Canção da dupla Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, gravada originalmente por Evinha em 1969. Aqui é Regininha, irmã de Eva quem interpreta, este pop romântico, grande sucesso, naquele final dos 60, e que embalou corações apaixonados. A letra é uma poesia de primeira grandeza.

A MANGA ROSA: O Cearense Ednardo, da chamada turma do Ceara, estourou para o País com Pavão Misterioso, tema de novela Saramandaia da Globo e após participar do Festival Abertura da mesma emissora com a canção Valia, em parceria com Brandão, em 1975. A Manga Rosa, esta no sexto disco de Ednardo, de 1979, e foi uma freqüentadora das paradas de sucesso. A mistura do Pop, do Rock e do Xaxado, sempre foram o forte deste artista.

NEGRO AMOR: Ouvi Negro Amor, pela primeira vez, de uma coletânea de MPB, com artistas da Polygram, antiga gravadora Philipps. Versão que Péricles Cavalcanti e Caetano Veloso, fizeram da música Bob Dylan. Gal Costa a primeira a gravar, no disco Caras e Bocas de 1977. A letra de forma cifrada, anuncia o fim de uma era, a de Aquários, dando um retoque nos tempos de Hippies e Paz e Amor. Um Blues com pegada de MPB. Os Engenheiros do Hawai e o mineiro Zé Geraldo gravaram esta perola, em arranjos, o primeiro Pop Rock, o segundo Blues Rural.

PRETA PRETINHA: Considerados os continuadores do Tropicalismo no Brasil, após o exílio de Caetano e Gil na Inglaterra, os Novos Baianos- Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Paulinho Boca de Cantor, Galvão e outros-, inovaram no ritmo, unindo João Gilberto, Rock In Rool, Frevo e outras formas musicais. Preta Pretinha, um dos maiores sucessos do grupo, esta no disco Acabou Chorare, que a Revista Rolling Stones, elegeu como o melhor de todos os tempos da musica Brasileira.

PLANETA ÁGUA: O ex integrante do grupo de Rock Progressivo Moto Perpétuo, Guilherme Arantes, decolou mesmo em sua carreira solo. Guilherme ao lado do grupo Roupa Nova, são os campeões de Hits, oriundo de temas para novelas. Planeta Água, foi apresentada pela primeira no Festival MPB Shel da TV Globo em 1981, ficando em segundo lugar. Preferida do povo, não levou aquele Festival, vencido por Purpurina, na Interpretação de Lucinha Lins. Mas a mensagem de Preservação da Natureza, tão em voga hoje, foi passada, pela letra que é uma oração a santa água. Planeta foi gravado, pela primeira vez, em compacto simples, de 1981, onde o lado B vem com Brasília.

QUE MARAVILHA: Canção de Jorge Ben Jor, na época sem o Jor, com o violonista Toquinho. Gravada por Jorge, em um de seus melhores discos. Negro é Lindo de 1971. Em um estilo, cantar e tocar baixinho no ouvido da pessoa amada, Negro é lindo, é uma viagem ao relax, como o próprio Jorge Ben Jor sempre sugere. O samba bossa rock, Que Maravilha, é um elogio a Mulher da vida e dos sonhos.

SAMBA DO GRANDE AMOR: A Música de Chico Buarque foi feita, para a trilha sonora do filme Pra Viver um grande Amor, de Miguel Faria Jr., é interpretada aqui, pelo próprio Chico e por Djavan. O Filme é de 1984, igualmente o disco com a trilha. Alias Djavan é um dos atores da fita, contracenando com Patrícia Pillar, em uma História, sobre uma cidade que é ocupada por população de favelas e lá buscam construir uma Sociedade de muita Paz.

TEU SONHO NÃO ACABOU: Sempre gostei de Taiguara. Uruguaio de nascimento, Brasileiro de emoção, Taiguara foi um dos artistas, que tiveram o maior numero de canções, onde a tesoura da censura agiu. Foram perto de 100. Teu Sonho não acabou, tem uma das letras mais bonitas do cancioneiro Brasileiro. Cifrada, sua linguagem pode ser entendida, como uma metáfora, aos que tiveram sonhos adiados pelo Regime Militar de 1964. A canção é do disco Piano e Viola de 1972.

TOADA: Mais um grupo vocal Brasileiro. O Boca Livre, teve a façanha de ser um dos primeiros artistas, ainda em plena ditadura, a produzir um disco totalmente independente, sem ajuda da grande industria fonográfica. Foi dos independentes a terem recorde nas vendas, a tocarem no radio e se apresentarem em programas de TV. Toada é deste disco, gravado em 1979.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

VAMOS SALVAR O MASP


Depois, do roubo de um Picasso e um Portinari e de seu resgate pela policia Paulistana, vem a tona os problemas e dificuldades de um dos maiores patrimônios Históricos deste País, O MASP- Museu de Arte de São Paulo. Descobre-se que é mal gerenciado, elitizado e sem um mínimo de Segurança. È o Neo Liberalismo, atacando as Artes e a Cultura. Abaixo, transcrevo email, do Jornalista Alípio Freire, convidando a todos á entrarem na campanha para tirar da iniciativa privada a administração do Museu.

Camaradas, peço que entrem na página
www.sosmasp.com.br
e se cadastrem (assinem) o manifesto, em nome pessoal e das entidades que representem.


O MASP foi o mais importante Museu de Arte Ocidental da América Latina (e talvez do Hemisfério Sul), além de referência internacional. Desde que o senhor Júlio Nerves e sua quadrilha se instalaram na direção do Museu, a decadência é total, sucateou tudo.

A intervenção do Estado é fundamental. Trata-se de uma idéia antiga, mas somente agora com o escândalo do furto dos dois quadros (Picasso e Portinari) conseguiu criar corpo. Vamos dar força a essa iniciativa e aproveitar esta oportunidade.

Este é um patrimônio cultural do nosso povo, insubstituível.

Peço também que divulguem e peçam adesões.

Putabraço
Alipio Freire

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

ENCERRAMENTO DA FOLIA DE REIS


A Folia de Reis, foi trazida para o Brasil pelos Portugueses, ainda no Brasil Colônia. Esta tradição Européia Cristã e Católica, narra a saga dos três reis magos, que foram visitar o menino Jesus na gruta de Belém. O Rei da Palestina Herodes, ao saber do nascimento daquele em que o povo, dizia ser o salvador, que tiraria a população da opressão do império Romano e de seus aliados, determinou a morte de todos os recém nascidos.

O Rei Tirano, tomou conhecimento, que Bhaltazar, Gaspar e Melchior e os reis que alguns afirmam serem realmente nobres, representando a África, a Arábia e uma região supostamente da Europa, mandou segui-los, para desvia-los do caminho, prende-los ou até mata-los.

Aí o povo, fazia varias estripulias com a tropa herodiana, afim de impedi-los a alcançar os objetivos de seguir, oprimir e descobrir onde Jesus Cristo teria nascido. E aí os reis que outros afirmam terem sido magos, guiados pela estrela que brilhava nos céus, puderam chegar com segurança, até a manjedoura do menino salvador.

È esta História que o povo Brasileiro conta em varias partes do País, a mais de dois três séculos. Cada qual, adapta da forma que melhor entende. Há regiões do País, onde o instrumento predominante é a sanfona, em outros a percussão. Há ainda, a tradição das violas e violões, predominantes nas folias de Reis aqui em Limeira.

A Festa é religiosa. Portanto recheada de cânticos, antigos, de saudação a chegada do menino, de louvação e de preces. O costume é a visitação nas casas das pessoas e lá contar a História, que em seu final é regada de muita comida e bebida. A alimentação depende também da região, onde é realizada a festa.

Abaixo o convite para o encerramento da Festa, que começa no dia 17 de Dezembro e termina no dia de Santos Reis, 06 de Janeiro. Este ano, os foliões decidiram estender um pouco mais.

TODOS A FESTA.

CONVITE

A Companhia de Reis São Lucas de Limeira, formada há 04 anos, vem através desta, convidar todos os devotos de Santos Reis, para a festa que acontece neste sábado, 12/01/08, a partir das 19h:30min, na rua Emilio Kuntz Buch, 497 no Jardim Anavec II, com a seguinte programação:
· 20h:00min - Chegada da bandeira e queima de fogos;
· 20h:30min - Oração do terço em louvor a Santos Reis;
· 21h:00min - Cantoria de Reis;
· 21h:30min - Apresentação de músicas raiz e sanfona na festa.

Desejamos a todos, um feliz 2008, e que Santos Reis abençoe.



Limeira, 09 de Janeiro de 2008.

Wilson Cerqueira

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

OS ALQUIMISTAS ESTÃO CHEGANDO


Uma das musicas que embalaram minha pré adolescência. Não sacava muito a letra, nem tão pouco sabia, o que era um alquimista. O Maximo que cheguei, era de um bruxo, feiticeiro, um merlin. Não errei muito.

A alquimia, foi uma ciência da idade média, que tratava de descobrir a pedra filosofal, matéria que supostamente teria o poder de transformar metais em ouro e prata, bem como garantir a longevidade de vida ao ser humano. A pedra nunca foi encontrada, mas os cientistas deste período, foram responsáveis por inúmeros inventos, para a humanidade. Viviam como uma organização secreta, levando temor e admiração ao povo.

Os Alquimistas estão chegando, composição do próprio Jorge Ben Jor, a época Jorge Ben, é de um dos melhores discos do inventor do samba rock. Tábua de Esmeralda é de 1972 e traz o samba rock, muito mais afro que trabalhos anteriores. Alem do Hit Os Alquimistas, o disco traz ainda, perolas como: Menina mulher da Pele Preta, Brother, Zumbi e magnólia, entre outras.

A Revista Rolling Stones Brasil, em sua edição de outubro de 2007, publicou os 100 melhores discos Brasileiros de todos os tempos. Tábua de Esmeralda, esta na sexta colocação.

Que vivam os Alquimistas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

AMO AS MULHERES QUE CANTAM- VIII


O LIRISMO NOS FESTIVAIS

Voltei a acompanhar o circuito alternativo da música Brasileira, em 2005, motivado pelos Festivais realizados pela secretaria municipal de Cultura de Limeira. Não só assistindo mas participando deles. Circulam neste circuito, belíssimos e talentosos artistas, que fora da mídia grande e das majors da industria fonográfica, buscam cavar seu próprio caminho. Foi em um deles que conheci a voz de pássaro de Márcia Tauil.

A gente, fica imobilizado ao ouvir, o que sai da garganta, desta mineira, que reside na região de Mococa, interior de São Paulo. A emoção transborda, por todos os poros do corpo, nos levando a um estado de êxtase e admiração. Márcia é uma profissional. Gravou dois discos, sendo este “Sementes do Vento”, composto por canções do velho Paulista Eduardo Gudin em parceria com Costa Neto.

Tem buscado espaço em Festivais, vencendo destacados eventos, como o de Avaré em 2002, e recentemente o Viola de Todos os Cantos e o III FESTAFRO de Limeira, ambos em 2007.

Márcia canta, desde sambas canções, passando por Bossa Nova, até chorinho e valsa. Integra com Mana Tessari, uma das melhores parcerias, deste circuito alternativo.

Márcia Tauil, é a explosão da emoção, com lirismo e suavidade. Alem de ser uma mulher muito bonita.

Sementes do Vento é de 2003.

O DISCO- SEMENTES DO VENTO

01 Antigos sinais